sexta-feira, 5 de abril de 2013

PROGRAMA DISCIPLINA


UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
INSTITUTO DE ARTES
PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTE
Professores Marcus Mota e Hugo Rodas

Disciplina :
Horário: Terças e quintas 14:00 às 16:00
Espaço: Núcleo de dança



Proposta
O formato da disciplina se articula  em torno de atividades em torno da montagem de uma versão contemporânea do texto Sete contra Tebas de Ésquilo.
Todo o processo criativo desta montagem será alvo da observação e graus diversos de participação pelos integrantes da disciplina. 
Teremos os horários do processo criativo da montagem, que são segundas, terças e quintas das 14:00 às 18:00, como locus observacional da disciplina.
Dessa forma o curso se desdobra em discussão dos materiais que subsidiam o processo criativo(bibliografia primária e secundária), análise e observação dos atos criativos dos intérpretes, análise e observação da condução dos intérpretes, análise e observação da materialidade proposta para o evento cênico( espaço, objetos, sons), análise e discussão das opções estéticas do processo criativo(atuação, materialidade, roteiro, produção).
O foco da disciplina é possibilitar uma experiência de observação que leve em conta as complexidades, as diversas implicações de um processo criativo em sua elaboração e realização.

Planejamento
O curso se organiza em função das etapas do processo criativo de "SETE", nome provisório para o espetáculo, e sua observação e análise.
Seguindo esta lógica, temos:
Entre  02 ABRIL/O4 ABRIL: apresentação da proposta, esclarecimento de dúvidas, mapeamento das habilidades, distribuição de funções, discussão do texto base: Sete contra Tebas, de Ésquilo.
A apresentação do resultado do processo criativo se dará entre 08 e 12 de Julho no XIX Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos, que será realizada aqui em Brasília.

Código de conduta
Como vamos estar observando e participando em vários graus de um processo criativo in loco, é preciso levar em consideração algumas orientações:
1- ter em mente que o livre exercício da fala suprime a continuidade de algumas ações que precisam do momento oportuno para se desenvolver. Teremos momentos específicos durante os encontros para intervenções orais. Dúvidas e questões podem ser partilhadas a qualquer momento no blog do curso;
2- a avaliação das performances e dos atos da disciplina é função da condução da disciplina. Observações, sugestões e comentários serão expressos nos momentos para isso e nas possibilidades;
3- como o processo criativo é observável e realizado pelo grupo que compõe a disciplina, formamos uma comunidade de aprendizagem que troca materiais  e ideias no interior desta comunidade. Por isso, espera-se que, com o foco no projeto criativo de agora, a socialização de informações se dê no interior desta comunidade.
4- dada a diversidade de graus de participação no processo criativo, espera-se que mesmo assim todos se sintam implicados no processo: não há menor ou maior participação e sim diferentes formas de participação;

5- ainda, espera-se que haja o desenvolvimento que em um processo criativo peculiar como este se entenda que as decisões tomadas fortalecem a comunidade de aprendizagem, o próprio processo criativo. Assim, supera-se as dicotomias entre o coletivismo abstrato e o subjetivismo idealista;
6- finalmente, espera-se que cada participante saiba melhor absorver e efetiva a lógica saudável  dos efeitos recíprocos dentro do grupo: respeito e apoio mútuos.

Avaliação e atividades


Neste curso todos serão avaliados de acordo com as seguintes atividades

1- Presença ativa nos encontros, a partir do código de conduta;
2- participação ativa no blog, no sentido de colaborar na documentação, registro e reflexão sobre o processo criativo;
3- Elaboração de um texto monográfico de no mínimo 15 páginas que : 1- selecione algum dos procedimentos e atividades desenvolvidos durante o processo criativo; 2-documentação desse processo ou atividade a partir de observações, registros audiovisuais, e proposição de gráficos/tabelas;3- construção de uma argumentação a partir do tópico escolhido, dos registros realizados e de bibliografia específica relacionada com o tópico escolhido.
Todas as atividades são exigidas. O não cumprimento de uma delas acarreta reprovação.
Como critérios de avaliação, temos os seguintes parâmetros:
NOTA
AÇÕES PRESSUPOSTAS
SS
Realização das atividades, integrando-as dentro da  proposta do curso.
MS
Realização desigual das atividades, dando um maior relevo a uma e outra atividade.
MM
Cumprimento não satisfatório das atividades, sem sua integração na proposta do curso.
MI
não realização de alguma das atividades do curso.
SR
Faltas em excesso, não realização das atividades.



BIBLIOGRAFIA

A- ÉSQUILO
Traduções:

MOTA, M.  Sete contra Tebas, de Ésquilo. Versão online- www.marcusmota.com.br
TORRANO, J.  Ésquilo Tragédia. Edição Bilíngue. Fapesp/Iluminuras, 2009.
SCHÜLER, D. Sete contra Tebas, de Ésquilo.  LP&M, 2003.

BIBLIOGRAFIA
A-ÉSQUILO
BRANDÃO, J. L.   “Ver ouvir, interpretar: a propósito dos Sete contra Tebas de Ésquilo”in Clássica 2(1989): 70-87.
MOTA, M. A Dramaturgia Musical de Ésquilo. Editora UnB, 2008.
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SCOTT, W. C.      Musical Design in Aeschean Theater University Press of New England, 1984.
TAPLIN, O .      The Stagecraft of Aeschylus   Oxford University Press, 1977.
TAPLIN, O .     Greek Tragedy in Action  Londres, Methen, 1978.
THALMANN, W.   Dramatic Art in Aeschylus’s Seven Against Thebes   Yale University Press, 1978.
TORRANCE, I. Aeschylus: Seven Against Thebes. Duckworth, 2007.

VERNANT, J.P e VIDAL-NAQUET , P.  Mito e Tragédia na Grécia antiga. São Paulo, Perspectiva, 1999.(Essa edição brasileira reúne as duas coletâneas de textos publicadas em1972 e 1986).
VIDAL-NAQUET, P.   “Os escudos dos Heróis. Ensaio sobre a cena central de Os Sete contra Tebas” in VERNANT, J-P. e VIDAL-NAQUET, P. 1999: 241-266.


WILES, D.   “Les sept contre Thèbes d’Escyle”  in CGITA 6(1991)145-160.

B-PROCESSO CRIATIVO




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