UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
INSTITUTO DE ARTES
PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTE
Professores Marcus Mota e Hugo Rodas
Disciplina :
Horário: Terças e quintas 14:00 às 16:00
Espaço: Núcleo de dança
Proposta
O formato da disciplina se articula em torno de atividades em torno da
montagem de uma versão contemporânea do texto Sete contra Tebas de Ésquilo.
Todo o processo criativo desta montagem será alvo da
observação e graus diversos de participação pelos integrantes da
disciplina.
Teremos os horários do processo criativo da montagem, que
são segundas, terças e quintas das 14:00 às 18:00, como locus observacional da disciplina.
Dessa forma o curso se desdobra em discussão dos materiais
que subsidiam o processo criativo(bibliografia primária e secundária), análise
e observação dos atos criativos dos intérpretes, análise e observação da
condução dos intérpretes, análise e observação da materialidade proposta para o
evento cênico( espaço, objetos, sons), análise e discussão das opções estéticas
do processo criativo(atuação, materialidade, roteiro,
produção).
O foco da disciplina é possibilitar uma experiência de
observação que leve em conta as complexidades, as diversas implicações de um
processo criativo em sua elaboração e realização.
Planejamento
O curso se organiza em função das etapas do processo
criativo de "SETE", nome provisório para o espetáculo, e sua
observação e análise.
Seguindo esta lógica, temos:
Entre 02
ABRIL/O4 ABRIL: apresentação da proposta, esclarecimento de dúvidas, mapeamento
das habilidades, distribuição de funções, discussão do texto base: Sete contra Tebas, de Ésquilo.
A apresentação do resultado do processo criativo se dará
entre 08 e 12 de Julho no XIX Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos
Clássicos, que será realizada aqui em Brasília.
Código de conduta
Como vamos estar observando e participando em vários graus
de um processo criativo in loco, é preciso levar em consideração algumas
orientações:
1- ter em mente que o livre exercício da fala suprime a
continuidade de algumas ações que precisam do momento oportuno para se
desenvolver. Teremos momentos específicos durante os encontros para
intervenções orais. Dúvidas e questões podem ser partilhadas a qualquer momento
no blog do curso;
2- a avaliação das performances e dos atos da disciplina é
função da condução da disciplina. Observações, sugestões e comentários serão
expressos nos momentos para isso e nas possibilidades;
3- como o processo criativo é observável e realizado pelo grupo
que compõe a disciplina, formamos uma comunidade de aprendizagem que troca
materiais e ideias no interior
desta comunidade. Por isso, espera-se que, com o foco no projeto criativo de
agora, a socialização de informações se dê no interior desta comunidade.
4- dada a diversidade de graus de participação no processo
criativo, espera-se que mesmo assim todos se sintam implicados no processo: não
há menor ou maior participação e sim diferentes formas de participação;
5- ainda, espera-se que haja o desenvolvimento que em um
processo criativo peculiar como este se entenda que as decisões tomadas
fortalecem a comunidade de aprendizagem, o próprio processo criativo. Assim,
supera-se as dicotomias entre o coletivismo abstrato e o subjetivismo
idealista;
6- finalmente, espera-se que cada participante saiba melhor
absorver e efetiva a lógica saudável
dos efeitos recíprocos dentro do grupo: respeito e apoio mútuos.
Avaliação e
atividades
Neste curso todos serão avaliados de acordo com as
seguintes atividades
1- Presença ativa nos encontros, a partir do código de
conduta;
2- participação ativa no blog, no sentido de colaborar na
documentação, registro e reflexão sobre o processo criativo;
3- Elaboração de um texto monográfico de no mínimo 15
páginas que : 1- selecione algum dos procedimentos e atividades desenvolvidos
durante o processo criativo; 2-documentação desse processo ou atividade a
partir de observações, registros audiovisuais, e proposição de
gráficos/tabelas;3- construção de uma argumentação a partir do tópico
escolhido, dos registros realizados e de bibliografia específica relacionada
com o tópico escolhido.
Todas as atividades são exigidas. O não cumprimento de uma
delas acarreta reprovação.
Como critérios de avaliação, temos os seguintes parâmetros:
NOTA
|
AÇÕES
PRESSUPOSTAS
|
SS
|
Realização
das atividades, integrando-as dentro da
proposta do curso.
|
MS
|
Realização
desigual das atividades, dando um maior relevo a uma e outra atividade.
|
MM
|
Cumprimento
não satisfatório das atividades, sem sua integração na proposta do curso.
|
MI
|
não
realização de alguma das atividades do curso.
|
SR
|
Faltas
em excesso, não realização das atividades.
|
BIBLIOGRAFIA
A- ÉSQUILO
Traduções:
MOTA, M. Sete contra Tebas, de Ésquilo. Versão
online- www.marcusmota.com.br
TORRANO, J. Ésquilo Tragédia. Edição Bilíngue.
Fapesp/Iluminuras, 2009.
SCHÜLER, D. Sete
contra Tebas, de Ésquilo.
LP&M, 2003.
BIBLIOGRAFIA
A-ÉSQUILO
BRANDÃO, J. L.
“Ver ouvir, interpretar: a propósito dos Sete contra Tebas de Ésquilo”in Clássica
2(1989): 70-87.
MOTA, M. A
Dramaturgia Musical de Ésquilo. Editora UnB, 2008.
ROSENMEYER,
T.s The Art of Aeschylus University of
California Press,1982.
SCOTT, W.
C. Musical
Design in Aeschean Theater University Press of New England, 1984.
TAPLIN, O
. The Stagecraft of Aeschylus Oxford University Press,
1977.
TAPLIN, O
. Greek Tragedy
in Action Londres, Methen, 1978.
THALMANN,
W. Dramatic Art in
Aeschylus’s Seven Against Thebes
Yale University Press, 1978.
TORRANCE, I. Aeschylus: Seven Against Thebes. Duckworth, 2007.
VERNANT, J.P e VIDAL-NAQUET , P. Mito e Tragédia na Grécia
antiga. São Paulo, Perspectiva, 1999.(Essa edição brasileira reúne as duas
coletâneas de textos publicadas em1972 e 1986).
VIDAL-NAQUET, P. “Os escudos dos Heróis. Ensaio sobre a cena central de
Os Sete contra Tebas” in VERNANT,
J-P. e VIDAL-NAQUET, P. 1999: 241-266.
WILES,
D. “Les sept contre Thèbes
d’Escyle” in CGITA 6(1991)145-160.
B-PROCESSO CRIATIVO
BARRETT, Estelle; BOLT Barbara. Practice as Research:
Context, Method, Knowledge. I.B Tauris, 2010..
BENNETT, Susan. Theatre Audiences. A Theory of
Production and Reception. Routledge, 1997.
BERTON, Danièle e SIMARD, Jean-Pierre ( Orgs.) Création
théâtrale: Adaptation, schèmes, traduction. Publ. de St-Etienne, 2007.
CARLSON,
Marvin. Performance: Uma Introdução Crítica. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2010.
CARLSON,
Marvin. Teorias do teatro: Estudo histórico - critico, dos gregos a atualidade.
São Paulo Ed. Unesp, 1997.
CASTAGNO,P. New Playwriting Strategies. Routledge, 2011.
FERNANDES,
Silvia. Teatralidades contemporâneas. Perspectiva, 2010.
FISCHER-LICHTE, Erika. The Transformative Power of Performance: A New Aesthetics.
Routledge, 2008.
FISHER,Stela. Processos colaborativos e experiências de
companhias teatrais brasileiras. São Paulo: Hucitec, 2010.
GALIZIA, Luiz.
Os processos criativos de Robert Wilson. Perspectiva, 1986.
HARVIE, Jen. e LAVENDER, Andy. Making Contemporary Theatre: International Rehearsal
Precesses. Manchester University Press, 2010.
HEDDON, Deidre e MILLING,Jane. Devising Performance: A
Critical History. Palmagrave Macmillan 2005.
HUTCHEON,
Linda. Uma teoria da adaptação. Editora UFSC, 2011.
LECOQ, Jacques.
O corpo poético: Uma pedagogia da criação teatral. Editora Senac, 2010.
LEHMANN, Hans
Thies. Teatro pós-dramático. São Paulo: Cosac&Naif. 2011
MICHAEL, Wright. Playwriting in Process: Thinking
and Working Theatrically.1997.
MOTA, M. A
discussão da idéia de espaço em Kant e seu contraponto na teatralidade, a
partir de comentátio de uma montagem de Hugo Rodas. In: Maria Beatriz de
Medeiros e Marianna F.M.Monteiro. (Org.). Espaço e Performance. 1ed.Brasília: ,
2007, v. , p. 103-110.
MOTA, M. Dramaturgia, colaboração e
aprendizagem:um encontro com Hugo Rodas. In: Fernando Pinheiro Villar e Eliezer
Faleiros de Caravalho. (Org.). Histórias do Teatro Brasiliense. Brasília:
IdA/UnB, 2003, v. 1, p. 198-217.
MOTA, M. Todos
os teatros de Hugo Rodas. Hugo Rodas. 1ed.Brasilia: Editora ARP-Brasil, 2011,
v. , p. 14-36.
PAREYSON,
Luigi. Estética da Formatividade. Editora Vozes, 1993.
PROEHL, Geoffrey S. Toward a Dramaturgical Sensibility: Landscape and Journey. Fairleigh Dickinson, Reprint Edition,
2011.
TURNER, Cathy. e BEHRNDT, Synne. Dramaturgy and
Performance. Palgrave/Macmillan
2008.
Nenhum comentário:
Postar um comentário