terça-feira, 16 de abril de 2013

O primeiro encontro com Hugo Rodas

Foto: Raphael Vitali


O primeiro contato com o diretor Hugo Rodas sobre o projeto Sete Contra Tebas, com dramaturgia de Marcus Mota, foi um instigante exercício de imaginação. Em poucos minutos, Hugo foi abrindo a sua caixa de desejos e revelando aspectos formais sobre a encenação que está por vir. A ideia de ambientar todo o contexto da tragédia numa atmosfera de jogo eletrônico foi sendo visualizada e instigada ao grupo de observadores. O ambiente ferrenho e competitivo dos jogos nasceu de uma observação dele com o neto de 5 anos em Goiãnia, que de doce criança foi se transformando numa "fera" que desejava ganhar, ganhar e ganhar. 

- "É meu", grita Hugo, exemplificando o desejo de posse de uma criança diante do brinquedo.

Talvez, este seja um mote lúdico para conceber a disputa entre os irmãos  Etéocles e Polinices. 

Num rico exercício de imaginação, Hugo Rodas instigou a todos a pensar esse espaço como um ambiente completamente tomado por esses jogos eletrônicos, interativos e projetados, nos quais os atores possam interagir até na captação das imagens. Algo que parece provocar, pelo desejo de imergir este futuro espectador nessa camada imagética, uma experiência sensorial potente, já que a montagem ainda mexe com música.

É evidente, como o próprio Hugo Rodas anuncia, que todo esse processo pode virar de ponta-cabeça a qualquer momento, como deve ser o processo de criação. Mas apontar este norte formal para a montagem nos permite seguir a o fio do pensamento dessa linha de força criadora que surge como eixo de montagem.     
   

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