quinta-feira, 4 de abril de 2013

APRESENTAÇÃO DO PROJETO


Sete Contra Tebas é uma tragédia grega, que apresenta os filhos do infeliz Édipo lutando, junto com seus heróis, pela posse da cidade de Tebas.  Na peça é mostrado um soberano que não ouve seus súditos e se empenha em uma guerra suicida contra seu próprio irmão. As vozes que se erguem contra o soberano são as de um coro de mulheres, que mostram uma outra guerra: os efeitos sobre as que perdem esposos e filhos e que ainda acabam como despojos.
Assim, a Sete Contra Tebas articula questões políticas, estéticas e de gênero, produzindo nesta complexidade, o seu apelo atual: em que confiar? quem é o inimigo? por que a luta?
O que propomos é trazer este impulso plural da tragédia grega para um espetáculo multimídia, a ser realizado dentro das atividade do Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos(SBEC), que trará Brasília mais de mil pesquisadores, estudantes e interessados na recepção da antiguidade, todos vindos de diversas partes do Brasil e do exterior. Note-se que o tema do congresso será O futuro do passado, o que estabelece uma interface entre a cidade de Brasília, capital da esperança, e atualidade da memória, essa memória do futuro presente em Sete Contra Tebas. O evento tem o apoio da Unesco.  Ainda, a montagem de Sete Contra Tebas marcará o lançamento de um festival lusófono de obras baseadas em temas clássicos. 
A opção por encenar Sete Contra Tebas na capital do poder do Brasil justapõe as referências entre a cidade sitiada de ontem (Tebas) e a cidade em transformação de hoje (Brasília).  Na Tebas, a voz ditatorial de um homem procura calar a democracia representada pelo coro de mulheres; em Brasília, eleita pela democracia, uma mulher enfrenta as vozes e as heranças contraditórias de um país que luta para ser mais justo.

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